Blog

BOXPT Blog

July 2017

10 Dicas para treinar nas férias

Vai de férias ?

Está a pensar em treinar nas férias certo?

Não?!

Se é difícil manter a rotina de treinar durante o ano, então durante as férias é quase impossível. É verdade que no verão sentimo-nos mais relaxados e temos uma maior tendência para nos rendermos à preguiça.

Mas isso não é desculpa !

Durante o verão, existem melhores condições para treinar ao ar livre, e uma maior predisposição para a atividade física. O calor e o tempo livre são os seus grandes aliados nesta época.   

Ok, vais treinar , como ?

Pode dar umas corridas, mas isso acaba por demorar muito e isso rouba tempo para outras coisas

Pode levar halteres …mas além de ocupar espaço a mais na mala e torna-la mais pesada, provavelmente nunca vão chegar a ser usados.

Então treina como?

A pensar neste problema, a Boxpt Equipment desenvolveu uma solução à sua medida: O Summer Pack:

  • -Facil de Transportar
  • -Não rouba espaço na mala
  • -Possibilita uma lista infindável de exercícios
  • -Permite que continues ativo e em forma
  • -Podes usá-lo em qualquer lugar          

Basicamente esta solução combina uma Banda Elástica (light resistance) e uma Speed Rope Furious. Com a ajuda das Dicas do Salgueiro podes perceber que afinal não custa assim tanto e nem ocupa muito tempo manter-se ativo durante as férias.

A speed rope furious é uma excelente ferramenta para treinar cardio , pode fazer singles ,doubles, se conseguir triples, ou então variações como sprints, levantar os joelhos e cruzar e descruzar a corda.

 

Captura de ecrã 2017-07-27, às 19.26.38

Com estes exercícios trabalha o corpo inteiro e, quando bem feitos, ficas a pingar.

(Saltar á corda chega a queimar 3 vezes mais do que correr)

Para complementar tens a banda elástica que te permite treinar mais localizado e oferece a resistência perfeita para exercícios com várias repetições. Desde:

BRAÇO (bicep e tricep),

Captura de ecrã 2017-07-27, às 19.26.42

MEMBROS INFERIORES (abdução e agachamento)

Captura de ecrã 2017-07-27, às 19.26.44

COSTAS (remada e face pull)

Captura de ecrã 2017-07-27, às 19.26.48

OMBRO (press e band aparts)  

Captura de ecrã 2017-07-27, às 19.26.48 copiar

Além disso, também é um instrumento predilecto para fazer alongamentos.

Importante:

Tenha em atenção e tente evitar os horários de maior radiação solar, use protector solar e não se esqueça de se manter hidratado.

May 2017

Pedro Diogo Castro

O Pedro Diogo Castro é a nova aposta da BOXPT.

Licenciado em Gestão do Desporto e ligado ao CrossFit à mais de 3 anos (incialmente como praticante, depois como Coach e mais recentemente como Juiz), é ambicioso e persistente. Vem para o projeto da BOXPT com o intuito de dar resposta à procura que o mercado português e espanhol tem solicitado.

O Planeta CrossFit, um blogue inteiramente ligado ao CrossFit e a tudo o que está relacionado com a modalidade, esteve a conversa com ele.

Veja aqui a entrevista: http://planetacrossfit.com/novo-membro-do-staff-boxpt/

 

Pedro-Diogo-Castro

 

TRIBAL CLASH 2017 – TEAM BOXPT

IMG_2200
Estávamos todos mentalizados para a chuva – a pior notícia para uma competição a realizar-se numa praia do Algarve. Aterrámos em Faro e deparámo-nos com nuvens que confirmavam a previsão meteorológica. Mas nem mesmo esse céu acinzentado conseguia retirar a boa disposição à equipa da Boxpt!
Poucos de nós nos conhecíamos bem, e nesta altura ainda nem sequer tinha chegado a “comitiva” de Lisboa. Sendo eu um dos atletas mais recentes da Boxpt, tinha algum receio de como me iria enquadrar na equipa, visto que nunca tinha treinado com nenhum dos meus colegas, nem os conhecia bem. É incrível como no espaço de apenas 3 dias um grupo de 10 pessoas pode passar de colegas de trabalho e/ou de equipa, a amigos, ou até família!
O nosso “grupinho” não era apenas composto por atletas. O staff que nos acompanhou foi incansável durante todo o fim-de-semana, e fez um excelente trabalho para que tivéssemos as condições mais perfeitas possível em termos de alimentação, conforto, e até estado de espírito – e acho que toda a gente que durante o fim-de-semana passou pela tenda da Boxpt, fosse para vir procurar algum material ou simplesmente para beber um café e conviver, sentiu esse ambiente acolhedor e relaxado (e os nossos fantásticos puffs ajudaram bastante!).
Ainda na sexta-feira, véspera do início da competição, um grupo de nós foi treinar a uma box local, enquanto outros ficaram a tratar do stand da Boxpt no recinto ou até mesmo a dormir na casa onde estávamos alojados. Foi aí que se deu o primeiro contacto com o 11º elemento desta viagem – “Fernando, o gato”, assim batizado pela sua “dona” Joana Tomás. Este gatinho alimentava-se de tudo o que nós lhe dávamos, e só rejeitava os legumes cuidadosamente salteados pelo nosso chef Ricardo (mas era o único!). Ainda que a nossa cozinheira de waffles profissional Luísa fosse alérgica e não achasse muita piada ao felino, raros foram os serões em que o Fernando não aparecesse para deixar um ou outro miado e receber umas quantas festinhas (e latas de atum). Na nossa casa nunca podia faltar comida saudável, muito café e manteiga de amendoim, e um bom vinho tinto e chocolate negro de qualidade para a “sobremesa” de alguns, entre eles o nosso Capitão Fabrice – sempre o primeiro a ir dormir e o primeiro a acordar, para estar bem descansado, porque estar o dia todo a aturar “miúdos” como nós não deve ser nada fácil!
Acordámos no Sábado de manhã para um céu bem mais limpo, que antevia um belo dia de competição! Para nós, o Tribal Clash 2017 foi uma espécie de Jogos Sem Fronteiras – corremos, nadámos, saltámos, carregámos troncos, pegámos em bolas pesadas, virámos pneus, pendurámo-nos em troncos e em cordas, fizemos paddle numa prancha gigante… Enfim, fizémos de tudo um pouco, e cada evento era mais divertido que o anterior! No entanto, penso que o evento do fim-de-semana para todos nós na equipa Boxpt foi o das Atlas Stones (pegar em bolas de cimento pesadas e passá-las por cima do ombro) – só achámos que deviam ter deixado a nossa Lenny Nunes levantar algo mais pesadito, já que a bola de 65kg até voava nas mãos dela! Já o nosso “rookie” Edu levou a peito a marca de tal modo que, mesmo sem t-shirt, todos sabiam que ele representava a Boxpt – uma “tatuagem” que ainda hoje deve estar marcada na pele dele, e só vai passar com a época balnear…!
A Catarina conseguiu imortalizar inúmeros momentos – eu a comer diretamente de uma panela após um evento, a Mónica  a dar um concerto ao vivo no bar da praia, entre muitos outros episódios que fizeram desta experiência incrivelmente especial. Não esquecer a Marta, que fez um pouco de tudo – desde tatuar os vários elementos da equipa, a sessões de “put cream on you”, a segurar as toalhas para ajudar as meninas a trocar de roupa, e a correr atrás de nós com o telemóvel para garantir que se fazia livestream de todos os nossos eventos!
 18278991_1530509286993335_2854717628825130352_o
Infelizmente no Domingo o mau tempo que se adivinhava não perdoou, e a tenda da Boxpt foi sem dúvida o nosso refúgio contra o vento, a chuva e o frio – ainda bem que eu trouxe meias a mais (com e sem pombos…) para as meninas, e as toalhas de praia serviram de manta quando o tempo ficou mais agreste. Nesta altura já estávamos cada vez mais à vontade uns com os outros, e já nos conhecíamos melhor – usámos isso como vantagem nalguns eventos, embora outros não tenham corrido tão bem como queríamos. O facto é que nos divertimos imenso, fizemos coisas que nunca tínhamos feito na vida, e ganhámos uma cumplicidade e um espírito de equipa únicos, e acabámos o fim-de-semana com aquela sensação de alguma tristeza por desfazer o “grupinho” e termos que voltar às nossas vidas normais. Felizmente que temos um chat de grupo que mantém o ambiente vivido no Tribal Clash aceso, e mal podemos esperar pela próxima edição desta competição única! A nossa viagem terminou com uma açorda de camarão e esparregado, e o verdadeiro coelho da Páscoa – e tirámos uma foto de grupo na qual não poderia faltar a nossa Lenny!
IMG_2196
João Ferreira
Atleta e Coach no CrossFit Coimbra & Strongtraining

Técnico Administrativo

Principais responsabilidades da função:

  • Auxílio e registo das operações de faturação e contabilísticas;
  • Verificação das operações de faturação e similares;
  • Assegurar a qualidade das operações dos ciclos de venda e receita;
  • Assegurar a adequação do processo aos requisitos legais e do mercado;

Procuramos pessoas com o seguinte perfil:

  • Licenciatura ou Mestrado, preferencialmente em Gestão, Economia ou Informática de Gestão, podendo aceitar-se outras áreas de formação, se possuir experiência relevante para a função;
  • Conhecimentos de Excel;
  • Experiência é valorizada, preferencialmente na área administrativa e de faturação;
  • Habilidade para resolução de problemas e capacidade para trabalhar sobre pressão;
  • Capacidade de interação com vários interlocutores de várias línguas;
  • Gosto pelo desporto.

 

Local de trabalho: Póvoa de Varzim

Remuneração: a combinar

Se acredita que tem o perfil certo, entre em contacto connosco: luisa.melo@boxpt.com

March 2017

Passatempo TRIBAL CLASH

1.Para participar no passatempo os fãs devem :

     a)      Criar um momento original e criativo em fotografia, interior ou exterior, (na rua, na box, em casa, no jardim de casa, na sala, etc.) em que apareça um produto Boxpt Equipment;

     b)      O produto deve estar identificado na descrição da fotografia;

     c)      Partilhar a fotografia no Facebook (Pública a todos os utilizadores) com a hashtag #boxpttribalclash2017

     d)      Gostar da página de Facebook da Boxpt Equipment

2. Todas as participações devem conter obrigatoriamente uma foto, o nome do produto e a Hashtag.

3. Só é permitida uma participação por fã. No caso de ser enviada mais do que uma participação será sempre considerada apenas a primeira recebida.

4. O produto presente na imagem deve obrigatoriamente estar no site da Boxpt Equipment.

5.O passatempo decorrerá de 20 a 26 de Março de 2017, até às 18h00.

6. Não são permitidas participações a menores de 18 anos.

7. Todas as participações deverão ser obrigatoriamente partilhadas publicamente no Facebook.

8. A selecção do vencedor deste passatempo será feita por um Júri Boxpt Equipment, mediante a sua criatividade, originalidade e fidelidade ao presente regulamento.

9. A decisão tomada pelo Júri Boxpt Equipment acerca do vencedor é final e o mesmo Júri não aceita discutir os resultados com os participantes do presente passatempo (mesmo perante casos omissos ao mesmo).

10. Ao participar, os concorrentes autorizam automaticamente a exposição e divulgação dos conteúdos submetidos ao passatempo e a sua utilização pelo grupo Boxpt Equipment.

11. O vencedor deste passatempo será anunciado na página de Facebook da Boxpt Equipment no dia 27 de Março 2017.

12. O vencedor será contactado via email, para esclarecer questões relacionadas com a entrega do prémio.

13. Será seleccionado 1 vencedor: 1º lugar.

14. Prémio:

1º Lugar – Inscrição de um equipa no Tribal Clash 2017, no Algarve, no valor de 600€.

15. O prémio do passatempo não poderá ser substituído por dinheiro. 

16. A Boxpt Equipment reserva-se o direito de eliminar qualquer participante que esteja de alguma forma a violar o presente regulamento ou que exiba comportamento impróprio durante ou após o fim do prazo de participação.

17. A Boxpt Equipment reserva-se o direito o direito de alterar este regulamento ou cancelar o passatempo em qualquer altura, durante o decorrer do mesmo.

18. A participação neste passatempo implica a aceitação pelos participantes dos termos e condições previstos no presente regulamento.

A equipa da Boxpt Equipment,

Vitamina D e Exercício

A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel obtida através da luz solar (90% é sintetizada na pele humana pela radiação UV-B) e de fontes alimentares (10%). Está disponível em duas formas, a vitamina D2 e a vitamina D3. A primeira só pode ser obtida através da alimentação e é denominada ergosterol. Já a vitamina D3 pode ser obtida tanto na alimentação como pela exposição solar. Caso seja obtida através da alimentação, é ingerida na forma de colecalciferol, pronta a ser transformada na sua forma final de vitamina D. Quando é produzida na pele, a sua primeira forma é um precursor denominado 7-dehidrocolesterol, produzido tanto na derme como na epiderme. Este é transformado primeiramente em pré- vitamina D e finalmente em colecalciferol, semelhante ao ingerido na alimentação.

Na alimentação, a vitamina D pode ser encontrada em alimentos de origem animal como  óleo de fígado de bacalhau (400- 1000UI por colher de chá), peixes gordos (salmão, sardinha, cavala e atum) que podem ter entre 100- 1000UI por 100 gramas de alimento, gema de ovo (20UI por gema) e cogumelos shitake que se forem secos ao sol podem atingir valores de 1600UI por 100 gramas de alimento.

O corpo humano possui a capacidade de produzir vitamina D a partir da ação dos raios ultravioleta sob a pele. Após poucos minutos de exposição solar, a pele produz quantidades que excedem facilmente as fontes alimentares.  Alguns fatores podem influenciar a absorção da radiação UVB, comprometendo a mineralização óssea. O uso habitual de protetor solar por si só pode reduzir a produção de vitamina D até 95%, dependendo do fator de proteção. Também a proteção solar natural da pele, ou seja, a melanina reduz a capacidade que esta tem de sintetizar o colecalciferol. Indivíduos com pele mais escura podem requerer até cinco vezes mais tempo de exposição solar para obter níveis de vitamina D semelhantes aos obtidos por caucasianos. O tempo de exposição solar varia conforme as estações do ano. A exposição solar no verão deve ser de 10 a 20 minutos, na primavera de 15 a 30 mintos e no inverno de 20 a 60 minutos.

A carência dessa vitamina é bastante comum e prejudicial uma vez que tem importante papel no fortalecimento do sistema imunológico, ósseo e estado de humor. Para além da sua importância na população em geral, a vitamina D parece desempenhar um papel importante no contexto desportivo.

Os níveis séricos de 25(OH)D parecem estar relacionados a diversos aspetos que afetam o desempenho físico e composição corporal em atletas e não-atletas de todas as idades. Recentemente tem vindo a ser colocada a hipótese de uma necessidade acrescida nos atletas por forma a suprir carências e otimizar o rendimento desportivo. As carências de vitamina D parecem ter consequências assinaláveis no desempenho desportivo. Não apenas pelo fato de os atletas possuírem, de forma geral, necessidades nutricionais acrescidas, mas também porque a carência de vitamina D exerce um efeito negativo na saúde músculo-esquelética, comprometendo o desempenho físico e a qualidade de vida. Sabe-se que a vitamina D contribui para a manutenção das células músculo-esqueléticas, sendo que a sua carência parece agravar o desgaste muscular, provocando sarcopenia. Esta patologia aumenta a probabilidade da ocorrência de lesões musculares, devido á consequente redução da quantidade e qualidade das fibras musculares. Além disso estes fenómenos ocorrem nas fibras tipo II, que são responsáveis pelos movimentos rápidos e de tipo explosivo.

Estudos recentes em atletas verificaram que aqueles que tinham adequados níveis de vitamina D obtiveram aumento da capacidade aeróbica, aumento muscular, aumento na produção de força e da velocidade de recuperação pós-exercício.

No aspeto de recuperação muscular, verificou-se em estudos que concentrações maiores de 25(OH)D antes do exercício poderiam influenciar na recuperação da força do músculo esquelético depois de uma sessão de exercício intenso. Também verificou-se uma melhor resposta anti-inflamatória ao dano muscular em desportistas com o consumo adequado dessa vitamina. Ainda na questão de resposta inflamatória e imunológica, foi estudado a relação da ocorrência de doenças de trato respiratório superior e vitamina D em atletas. Essa relação é menor em atletas com níveis ótimos de vitamina D.

Dada a importância da vitamina D, qualquer que seja o atleta ou pessoa, deve ter em consideração o seu consumo como forma de assegurar o funcionamento correto dos músculos, nervos, coagulação do sangue, crescimento celular e utilização de energia. A falta dessa vitamina pode revelar- se num declínio de desempenho tanto a nível desportivo como vital pois o nosso organismo está comprometido à sua presença.

 

Referências

AUTIER, P., et al. Vitamin D status and ill health: a systematic review. Lancet Diabetes Endocrinol, 2014. 2(1): p. 76-89.

CANNELL J. J., et al. Athletic performance and vitamin D. Med Sci Sports Exerc. 2009; 41(5): 1102-1110.

CEGLIA L. Vitamin D and Its Role in Skeletal Muscle. Curr Opin Clin Nutr Metab Care 2009; 12(6): 628-33.

CLEMENS, T. L.; HENDERSON, S. L.; ADAMS, J. S.; HOLICK, M. F. Increased skin pigment reduces the capacity of skin to synthesise vitamin D3. Lancet 1982; 1: 74–76;

FERRARINI, P., MACEDO, R.C.O. Vitamina D no esporte e saúde. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo. v. 9. n. 50. p.150-163. Mar./Abril. 2015. ISSN 1981-9927.

HAMILTON B. Vitamin D and Athletic Performance: The Potential Role of Muscle. Asian Journal of Sports Medicine 2011; 2(4): 211-19

PASCHOAL, V.; NAVES, A.; BRIMBERG, P. et al. Suplementação Funcional Magistral: dos nutrientes aos compostos bioativos. 1ª ed., VP Editora, São Paulo, 2009.

Julien Sartori é atleta de Crossfit e nutricionista Boxpt.
Licenciada e graduada em Nutrição, trabalha na área Desportiva.

Os principais erros que limitam a evolução no CrossFit®

Desde que começaste no CrossFit®, a tua evolução tem sido notável. Os teus tempos nos WOD’s têm descido, aprendes novos movimentos, as tuas cargas têm subido consideravelmente, e quase todas as semanas quebras os teus PR’s! Até ao dia em que simplesmente… estagnas. De repente, várias semanas e meses de treino se passam, e os teus valores mantêm-se inalterados ou pioram, e sentes que todo o teu esforço está a ser em vão. Parece que todos à tua volta estão a evoluir, menos tu!

Esta descrição é-te familiar? Então provavelmente estás a passar por uma fase de estagnação, que vai limitar a tua evolução futura na modalidade. Estás, portanto, no ponto em que terás de dar dois passos atrás para depois poderes dar um em frente, e este artigo é para ti. Aqui fica uma lista de cinco dos principais motivos que podem estar a prejudicar a tua evolução e o teu treino!

1. A tua alimentação não é a adequada.

Este é sem dúvida um dos principais motivos que podem estar a limitar a tua evolução. Quando um atleta me pergunta porque motivo não está a evoluir, a minha primeira pergunta é sempre: como está a tua nutrição?

A verdade é que não há como compensar uma má dieta com mais treinos. A nutrição é a base de tudo o que tu fazes, e se o que ingeres não é o adequado, os teus resultados também não vão ser. Podes até achar que a tua base alimentar é saudável (talvez seja), mas eventualmente não estás a ingerir as quantidades certas para as tuas necessidades nutricionais. Conheço vários casos de atletas que tiveram enormes ganhos de força apenas por terem aumentado a ingestão diária de hidratos de carbono (apenas um exemplo).

A minha experiência diz-me que a larga maioria dos atletas (mesmo os que ingerem bons alimentos) não tem a real noção do que – e do quanto – deveria comer por dia. Cada caso é distinto, e por isso cada plano alimentar também o deve ser. Investe numa consulta com um(a) nutricionista (preferencialmente especialista em nutrição desportiva), e verás que ter um plano alimentar adequado a ti fará uma tremenda diferença na tua performance desportiva e, principalmente, na tua qualidade de vida.

2. Não estás a dar ao teu corpo o descanso que ele precisa.

Descansar o suficiente é tão (ou mais) importante do que treinar o suficiente. Os teus músculos só conseguem recuperar e regenerar-se em repouso, por isso se o teu descanso for medíocre, os teus resultados também o vão ser.

A par da alimentação, o descanso está na base da pirâmide que suporta os teus dias, e tem uma preponderância fulcral para a tua evolução. Para a maioria das pessoas, oito horas de sono por noite é o adequado, e é muito importante que programes o teu dia de forma a conseguires chegar o mais próximo possível desta meta.

Mais ainda, o teu sono deve ser de qualidade. Cria hábitos e rotinas que garantam que consegues ter uma boa higiene de sono (procurar deitar e levantar sempre às mesmas horas; não comer muito antes de dormir; criar um ambiente escuro, silencioso e fresco no quarto; etc.), e verás que os teus resultados melhoram substancialmente (já para não falar na tua qualidade de vida).

3. Estás a treinar demasiado.

Sim, é possível que o teu treino esteja a ser excessivo! Mais não significa melhor. O treino em excesso pode ser extremamente prejudicial e pode limitar seriamente a tua evolução. Dormir bem durante a noite não basta. O CrossFit® é um método de treino muito exigente e convém dares tanto relevo aos dias de descanso como o que dás aos dias de treino.

Cada atleta é único e tem diferentes limites. Para alguns, treinar duas ou até três vezes por dia pode ser perfeitamente aceitável, enquanto para outros é absolutamente necessário um dia inteiro de descanso após três dias de treino.

O ideal é que saibas “ouvir” o que o teu corpo tem para te dizer. Se dormes bem durante a noite mas ainda assim os teus músculos não recuperam; passas o dia com sensação de fadiga generalizada; e andas constantemente irritadiço, é provável que possas estar a treinar em demasia (o que pode inclusive levar ao aumento exponencial do risco de lesões). Desafiar os nossos limites é importante, mas conhecê-los também é. Aprende a alternar os dias de treino mais intensos com dias de trabalho mais técnico e mais dedicados à mobilidade e “descanso ativo” (caminhadas, corrida ou remo ligeiro, natação a um ritmo moderado, etc.), e verás que consegues recuperar muito melhor entre treinos.

4. Não dominas os movimentos fundamentais.

Um erro muito comum (em especial entre os atletas iniciados) é o de querer evoluir muito depressa, sem dedicar o tempo necessário a dominar os movimentos fundamentais.

Dominar os movimentos básicos (como o agachamento, por exemplo) implica muito treino. Infelizmente, muitos atletas querem evoluir o mais rapidamente possível para movimentos mais complexos, com cada vez mais carga, negligenciando muitas vezes a forma em razão do movimento e das repetições, o que naturalmente acaba por ter um preço a pagar no futuro (estagnação ou, num pior cenário, lesões).

Dedica por isso mais tempo aos exercícios básicos e fundamentais, e verás que esse esforço rapidamente compensará grandemente em todos os outros que faças. Os grandes atletas de CrossFit® aprenderam muito cedo a importância deste ponto, e continuam a dedicar uma boa parte do seu tempo de treino a tentar constantemente melhorar as bases.

5. Não investes tempo na tua mobilidade.

Esta é seguramente uma das partes do treino que uma fatia significativa dos atletas descura, mas que não devia. Quanto tempo dedicas a trabalhar a tua mobilidade, em comparação com o tempo que dedicas durante o resto do teu treino? Se a resposta foi “muito pouco”, então está na hora de mudar.

É fundamental que percebas a importância do trabalho de mobilidade. Ele vai permitir não só que recuperes melhor entre sessões, mas vai também ajudar a proteger os teus músculos, tendões e articulações dos rigores do treino, ao mesmo tempo que irá melhorar substancialmente a qualidade e amplitude de praticamente todos os teus movimentos. Ao longo do tempo fui conhecendo muitos atletas que tinham todas as condições físicas para evoluírem imenso, mas um “simples” encurtamento muscular ou limitação articular faziam com que não conseguissem passar de um determinado nível de performance física. Investe numa simples bola de lacrosse e um rolo de massagem como parte integrante do teu material de treino, e dá-lhes uso sempre que possível.

Lembra-te sempre que a flexibilidade é um dos 10 atributos físicos que procuramos trabalhar no CrossFit®, e que o conjunto da tua prestação será sempre medido pelo teu pior atributo. A chave está em seres igualmente bom em todos!

Ricardo Pereira

Coach e Atleta de CrossFit® e Polícia de Segurança Pública

February 2017

5 Dicas para escolher a Speed Rope certa para si!

Em tom de brincadeira, pode-se dizer que os saltos à corda fazem parte da categoria de exercícios físicos “KISS” (Keep It Simple and Stupid).

É impressionante como um exercício tão simples pode providenciar melhorias na capacidade cardio-respiratória, coordenação motora, endurance, etc. mas por outro lado pode ser tão complicado dominar esse belo equipamento do fitness. Esse domínio da corda toma o seu tempo e paciência, por isso se ainda passa mais tempo a ser flagelado pela corda do que propriamente a saltar por cima dela, tenha paciência e insista, a falha irá levá-lo ao sucesso.

Contudo, a escolha de uma corda adaptada a si pode fazer a diferença, para isso aqui vão 5 dicas para que no momento da compra, possa optar por aquela que melhor se adequa.

  1.  O tipo de pegas

Curtas ou Longas? É uma questão de gosto. Eu prefiro as longas porque sinto um melhor controlo no “timing” que dou à rotação. As longas por norma, têm uma base mais alargada para prevenir que a pega lhe escape derivado à transpiração.

Plástico ou metal? Se a sua corda anda permanentemente no chão e a ser pisada aconselho algo resistente como o metal. Se pretende leveza…. Sem dúvida o plástico!!

  • Tipo de cabo

Leve e flexível ou pesado e rígido? O cabo leve e flexível tira peso à corda e torna-a mais difícil de ser deformada por pressão (exemplo: má arrumação/pisadelas). Já o pesado torna a rotação mais rápida, mantem a melhor forma durante o salto mas é fácil de ser vincado ou deformado por pressão. Apesar disso prefiro o pesado!

Com ou sem revestimento? O revestimento no cabo é importante no tempo de vida do cabo, pela protecção que confere à corda e ao atleta e, com o uso, o cabo sem revestimento pode-se desfiar e não vai querer ficar com filamentos de arame espetados nas canelas/costas.

Se destrói cabos facilmente ou pretende outro tipo de cabo, pode optar por um sem revestimento, porque a sua substituição é mais barata e encontra em qualquer loja de materiais de construção.

  • Com ou sem rolamentos

A corda sem rolamentos é mais barata e de fácil manutenção. Já a corda com rolamentos é um pouco mais cara, requer maior manutenção mas é sem dúvida a melhor e mais eficiente opção no que toca ao desgaste do atleta em treino. Por isso se salta à corda frequentemente e pretende conseguir os primeiros double unders, uma corda com rolamentos é a melhor opção!

  • Aceitação de diferentes cabos

Escolha uma corda que aceite diferentes diâmetros de cabo. Existem algumas marcas que apenas aceitam o cabo de diâmetro único, o que mais tarde pode tornar difícil a aquisição e substituição do mesmo. Por isso certifique-se que compra uma corda que aceita qualquer tipo de cabo.

  •  A modalidade

Tenha em conta a modalidade que pratica. Se for um utilizador comum para fazer o teu cardio /aquecimento antes de um treino, não necessita de nada muito elaborado.

Se for atleta de Crossfit, é obrigatório ter uma corda leve e rápida para praticar esses saltos duplos e triplos. No caso de ser escalador, pode adquirir uma corda com incremento de pesos nas pegas e fortalecer ainda mais os antebraços… Tudo depende da modalidade ou do fim do vosso treino.

Lembrem-se sempre que para além da paciência e do treino estas escolhas podem levar a um melhor desempenho e que o adequado para uns pode não o ser para outros, por isso pensem no assunto e bons saltos!

Telmo Santos

Atleta de CrossFit